"Eu não sei, a gente conhece milhares de pessoas, e nenhuma delas te toca realmente, e então conhece uma pessoa, e sua vida muda, pra sempre.”
(Amor & Outras Drogas)
Agora é outra que se perde em ombros tão largos, tomara que ela não se perca tanto ao ponto de um dia não enxergar o quanto aquele abraço é o lado bom da vida. Aquele abraço era o lado bom da vida, mas para valorizá-lo eu precisava viver. E que irônico: pra viver eu precisava perdê- lo.
Abraço tem que ter pegada, jeito, curva. Aperto suave, que pode virar colo. Alento tenso, que pode virar despedida. Abraço é confissão.
E a gente promete nunca mais telefonar para quem nos faz sofrer, mas acaba telefonando, e ele atende, e implica, e a gente some, e ele chama, e a gente volta, e briga, e ama, e sofre, e ama, e ama, e ama, e desama, e termina, e quando parece que cansamos, que não há mais espaço para um novo amor, outro aparece, outro parto, começa tudo de novo, aquele ata-e-desata, o coração da gente sendo puxado para fora.
“Você diz que ama a chuva, mas você abre seu guarda-chuva quando chove. Você diz que ama o sol, mas você procura um ponto de sombra quando o sol brilha. Você diz que ama o vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra. É por isso que eu tenho medo. Você também diz que me ama…“
“Mas nem sempre é necessário tornar-se forte. Temos que respeitar nossas fraquezas. Então, são lágrimas suaves, de uma tristeza legítima à qual temos direito. Elas correm devagar e quando passam pelos lábios sente-se aquele gosto pouco salgado, produto de nossa DOR mais profunda.”
Eu aprendi…que ignorar os fatos não os altera; que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você; que o amor, e não o tempo, é que cura todas as feridas; que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;que a vida é dura, mas eu sou mais ainda; que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu. que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar; que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito; que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a; que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.
E num determinado ponto eu percebi, que eu não gostava de você porque você era parecido com ele, eu gostava de você, porque eu gostava de você. Toda vez que eu começa a ficar feliz, eu parava. Eu me sentia mal, por me sentir feliz. Eu me sentia errada por não pensar mais nele. Nem que fosse só por um minuto. Eu sentia como se tivesse traindo ele. Para a gente dar certo no futuro, eu tinha que fazer as pazes com o passado. E pra isso eu precisava de tempo. Eu espero que eu esteja melhor em um ano. E estar sentada com você lendo essa carta. Mas se eu não estou, não é porque eu não te amo. Porque eu o amo. E não é porque eu não sinto a sua falta. Porque eu já sinto. Isso só significa que eu ainda não me sinto bem. E essa história não acabou ainda. (Ironias do amor)
♪...Mas quem ficou, no pensamento voou
“Sigo a vida conforme o roteiro, sou quase normal por fora, pra ninguém desconfiar. Mas por dentro eu deliro e questiono. Não quero uma vida pequena, um amor pequeno, um alegria que caiba dentro da bolsa. Eu quero mais que isso. Quero o que não vejo. Quero o que não entendo. Quero muito e quero sem fim. Não cresci pra viver mais ou menos, nasci com dois pares de asas, vou aonde eu me levar. Por isso, não me venha com superfícies, nada raso me satisfaz. Eu quero é o mergulho. Entrar de roupa e tudo no infinito que é a vida. E rezar – se ainda acreditar – pra sair ainda bem melhor do outro lado de lá."